Open Banking desafia bancos a oferecerem segurança robusta com facilidade de uso.

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À medida que mais países adotam o sistema, será cada vez mais difícil e necessário para as instituições financeiras garantirem a proteção dos dados não apenas de suas redes, mas também de seus ecossistemas parceiros.

Em linha com o que ocorre em praticamente todos os países desenvolvidos, o Banco Central deu início em abril ao processo de implementação do open banking no Brasil. Ao publicar o Comunicado 33.455, que estabelece as diretrizes que orientarão a proposta de regulamentação do modelo a ser adotado no país, a instituição argumentou que a intenção é aumentar a eficiência e a competição no Sistema Financeiro Nacional, além de abrir espaço para a atuação de novas empresas do setor.

Na prática, com o open banking as instituições financeiras vão compartilhar dados, produtos e serviços por meio de abertura e integração de plataformas e infraestruturas de tecnologia. Trata-se de uma forte mudança de paradigma pois o conceito que orienta esta nova abordagem é o de que os dados bancários pertencem aos clientes e não às instituições financeiras.

O texto do BC afirma que por meio do open banking, clientes bancários poderão, por exemplo, visualizar em um único aplicativo o extrato consolidado de todas as suas contas bancárias e investimentos. Também será possível, por este mesmo aplicativo, fazer uma transferência de recursos ou um pagamento, sem a necessidade de acessar diretamente o site ou aplicativo do banco.

Uma das vantagens para as instituições financeiras é que agora elas ganham diversos canais para oferecer seus produtos. Se antes o consumidor tinha que ir até o canal específico do banco, agora esse mesmo usuário pode acessar o produto em diversas plataformas diferentes.

Ao comparar o novo sistema com o varejo fica mais fácil entender a mudança. No formato tradicional do funcionamento do sistema bancário, era como se o consumidor tivesse que comprar os produtos diretamente da fábrica. Já com o open banking, o cliente ganhará a liberdade de escolher entre diversas opções (e de fabricantes distintos) em um mercado.

Apesar do consenso a respeito das inúmeras vantagens, este novo modelo também traz preocupações e a maior delas é relacionada à segurança. Á medida que mais países adotam o sistema open banking, será cada vez mais difícil e necessário para os bancos garantir a segurança não apenas de suas redes, mas também de seus ecossistemas parceiros. Isto porque a nova metodologia exigirá que eles abram seus sistemas a terceiros.

Os requisitos estabelecidos pelo Banco Central indicam que deverão ser compartilhadas, inicialmente, informações como : produtos e serviços oferecidos pelas instituições participantes; dados cadastrais dos clientes (nome, número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas - CPF, filiação, endereço, entre outros); dados transacionais dos clientes (dados relativos a contas de depósito, a operações de crédito, a demais produtos e serviços contratados pelos clientes, entre outros); e serviços de pagamento (inicialização de pagamento, transferências de fundos, pagamentos de produtos e serviços, entre outros). 

Para a implementação do open banking estão previstas a publicação de atos normativos e iniciativas de autorregulação do setor. No segundo semestre, deverão ser submetidas à consulta pública minutas de atos normativos sobre o tema e seu cronograma de implementação. Quanto à autorregulação, a expectativa é de que fique a cargo das próprias instituições participantes a definição de dos padrões e certificados de segurança e a implementação de interfaces.

Com a tradição de quem sempre antecipa as movimentações do setor financeiro e uma ampla experiência no fornecimento de soluções para as principais áreas de atuação de Bancos, a Sinqia oferece todo o suporte e orientação estratégica necessária para as instituições financeiras encontrarem o equilíbrio perfeito entre rigidez na segurança e flexibilidade na experiência do usuário.

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Otávio Barros