Tendências mundiais para indústria de gestão de recursos apontam caminhos para o Brasil.

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Mercados globais sinalizam com migração para ativos de maior valor agregado; protagonismo dos investidores; relacionamento mais independente; suitability como diferencial competitivo e novas tecnologias para melhorar a eficiência.

No mês de abril, por ocasião da realização do 10º Congresso de Fundos de Investimento, a ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) apresentou um estudo que analisou os principais mercados internacionais para identificar as grandes tendências mundiais para a indústria de gestão de recursos. O trabalho teve como meta o desenvolvimento de uma agenda de medidas com o objetivo de responder a uma série de desafios que a atual conjuntura impõe ao setor.

O resultado foi a descoberta de caminhos para os quais o segmento tende a se deslocar nos próximos anos e a apresentação de uma lista com as medidas necessárias para o Brasil se preparar para seguir em cada um deles.

O primeiro desafio é a mobilização dos gestores para entregar as melhores rentabilidades a partir de ativos de maior valor agregado. A pesquisa informa que este é um movimento que tende a se expandir com as perspectivas de juros baixos em curto e médio prazos em todo o mundo. Segundo a ANBIMA, este cenário tem contribuído para a procura pelos fundos estruturados, que ainda enfrentam entraves regulatórios no Brasil.

Por isso, as respostas da entidade para esta tendência, incluem propostas de alterações nas regulações dos FIDCs (Fundos de Investimento em Direito Creditório) e dos FIIs (Fundos de Investimento Imobiliário), por exemplo. Além disso, a agenda prevê estudos para avaliar a possível criação de um novo produto de investimento que reduza custos e promova maior eficiência à indústria.

No que se refere à busca por maior protagonismo por parte do investidor, o segundo movimento detectado no estudo, a Associação afirma que ele já tem conseguido impor às instituições a necessidade de reavaliarem a comunicação com esse agente. Entre as iniciativas lideradas pela ANBIMA está uma proposta de revisão de toda a documentação dos fundos de investimento.

O uso do suitability para além de uma obrigação regulatória seria a terceira tendência pois segundo o levantamento, em mercados mais desenvolvidos, o suitability é aplicado como um diferencial competitivo, considerando uma visão completa do cliente, que inclui informações sobre estado de saúde, hobbies, projetos de vida, prioridades e demais aspectos que influenciam as decisões sobre investimentos.

Finalmente, o trabalho aborda o papel da inovação tecnologia como base para ganhos de eficiência, simplificação de processos e redução dos custos de observância. 

A pesquisa avaliou também o desempenho do mercado brasileiro e suas projeções para os próximos anos. De acordo com os autores, caso sejam mantidas as atuais perspectivas para o cenário econômico e aprovada a reforma da previdência, a base de ativos da economia brasileira terá um aumento médio anual de 6,1% até 2023.

Esse avanço poderá contribuir para um ganho adicional acumulado de 1,36% ao resultado do PIB (acréscimo anual de 0,27%) no mesmo período. O incremento equivale a uma contribuição de 10% no crescimento esperado para o indicador nos próximos cinco anos, que é de 13,2%, de acordo com os cálculos do Comitê de Acompanhamento Macroeconômico da ANBIMA.

Os caminhos estão traçados e o tamanho da recompensa está apresentado para quem perseverar neles até o fim. Resta escolher o melhor guia para não ficar perdido.  

A Sinqia oferece um pacote completo de soluções para Custodiantes e Gestores, que leva em consideração todas as tendências e inovações tecnológicas dos mercados mais desenvolvidos.

Entre em contato e vamos caminhar juntos!

Otávio Barros